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Schoenstatt
Apostolic Movement

 

Hoje, dia da conversão de São Paulo, sou convidado a olhar para o meu coração e pedir a Deus que me transforme. Vejo tudo o que preciso para crescer.

Me vejo pequeno e preciso de um milagre. Sim, preciso me converter, mudar por dentro, deixar-me fazer por Deus. Maria opera esse milagre no Santuário. Lá me recebe com amor e sua misericórdia vai me transformando até que eu me torne instrumento de seu amor, em testemunho de sua esperança.

Ao chegar, Maria me acolhe como sou, com um sorriso, um abraço cheio de ternura, de paz

O Santuário é aquele lugar onde Maria quer fazer de mim seu filho. Ela me chama pelo nome e me faz sentir como se eu fosse dela. Conhece minhas entranhas, vê meus sonhos, se admira ao ver minha pureza de alma. E me sentindo amado por ela, me deixo levar por sua voz. Eu ouço dentro de mim seu chamado, sua voz clara e firme. Quando chego, me recebe como sou, com um sorriso, um abraço cheio de ternura, de paz.

Logo começa a educar pacientemente meu coração. Estou tão longe do que posso dar, do que posso me tornar. Preciso de muitos milagres em meu coração. Esses milagres diários que preciso para mudar minha alma por dentro. É por isso que vou ao Santuário. Não só para me sentir em casa, mas porque desejo alguma ordem no meu coração.

Tento mil maneiras para superar minhas fraquezas

Quero que as minhas paixões, meus instintos e minhas fraquezas não me dominem. Não quero me deixar levar pela minha escravidão. Como é possível que minha fraqueza seja mais forte que minha força? Se impõe em meu coração a tendência de me querer mal, de me amar de maneira errada, de me entregar de forma egoísta. Eu tento milhares de maneiras de superar minhas fraquezas. Inclusive desmascaro meus erros quando tento justificar tudo com mil argumentos. Porque é verdade que não quero me ver tão pecador, tão sujo. Quando sou confrontado com o meu pecado, gosto de procurar culpados distantes de mim para assumir minha responsabilidade. Alguém que justifique minhas atitudes negativas. Coloco a culpa no mundo, nos outros. Eu não sabia o que estava fazendo, como era ignorante. E assim, outra vez, me justifico diante de mim mesmo, diante de Deus.

Deus quer que eu não tenha medo e me mostre como sou, frágil

Quem sabe toda a verdade? Quem sabe a história completa da minha vida? Quem viu minhas intenções ocultas? Ninguém sabe tudo, ninguém viu como sou pobre. Só Deus sabe disso. Só existe Deus e eu diante da mesma verdade. Eu querendo cobrir minha nudez inutilmente e Deus querendo que eu não tenha medo e me mostre como sou, frágil e despretensioso. Por que insisto em parecer perfeito, sem mostrar meus defeitos? Por que tanta tensão para salvar minha vida se é Deus quem me salva e me sustenta? Quanta fragilidade, quanta pobreza! Conto uma história para Deus adornando meus comportamentos, justificando minha mesquinhez, disfarçando meus erros.

 

Não importa como eu chego, Maria me olha emocionada e me abraça

É assim que eu chego ao Santuário todos os dias: quebrado, ferido, confuso, sujo. Não importa como eu chego, Maria me olha emocionada e me abraça em silêncio. E eu, de joelhos, peço a Ela que faça milagres da graça em mim e mude meu olhar. E assim, pouco a pouco, dia a dia, Jesus vai agindo na força do Espírito Santo. Ele vai fazendo pequenos milagres, aparentemente insignificantes, mas muito grandes para mim que sou tão pequeno.

Ela me envia porque me ama e precisa de mim para ser seu dócil instrumento

E assim, de repente, começa uma mudança em meu coração que mal percebo e Maria sussurra em meu ouvido: Vá, saia pelo mundo, não tenha medo, eles estão esperando por você. Tento arranjar desculpas para não me expor, para não dar tudo o que tenho. Tenho vergonha, tenho medo. Quem sou eu para ser enviado aos homens? Falta-me fé na palavra de Maria. É ela quem quer me enviar. Eu não quero ir. Mas ela precisa de mim.

Para ela bastam a minha pobreza e minha fraqueza para que Ela faça milagres. Bastam meu olhar sombrio, meu mau humor, meu orgulho, minha mesquinhez. Ela se aproveita até dos meus pecados, não sei como. E quer me enviar no meio dos homens para salvá-los. Como é vazia minha pretensão quando me considero importante e penso que eles precisam de mim! Eu não posso salvar ninguém, não consigo levantar nenhum caído. Mas, também não posso me recusar a ir. Ela me envia porque me ama e precisa que eu seja seu instrumento transparente e dócil. Ela quer que quando olharem para mim vejam Maria. Deseja que, quando me ouvirem, ouçam sua voz. Pretende que, ao estarem na minha presença, eles sintam que é Ela quem está com eles.

Sendo fraco, mostrará sua força

Sei que sendo transparente tudo será possível na minha vida. Eu sei que sendo fraco, virá sua força. Sendo filho se manifestará o poder de Deus. Maria me envia para proclamar as maravilhas que Deus tem feito em mim. Deseja que eu não olhe para trás com medo, que eu não pense no meu passado confuso. Que eu não fique nos fracassos vividos. Quer que eu volte a confiar e sorria feliz. Maria fará os milagres, Ela é a grande missionária. E eu só tenho que me deixar ir onde ela me pede. Sem medo, sem angústia. É seu trabalho e eu sou apenas um instrumento em suas mãos.

Essa forma de ver minha vida me dá paz. Maria olha para mim como seu filho precioso. E eu me deixo levar pela força do seu abraço. Seu amor infinito faz de mim um apóstolo, capaz de anunciar as maravilhas de Maria. Eu sou enviado como testemunha de seu amor.

Fotos: cathopic.com