No início de outubro, no dia 3, membros das Uniões Apostólicas de Schoenstatt da Polônia se reuniram no Centro do Movimento em Swider, para aprofundar sua identidade e missão no âmbito da Obra de Schoenstatt. Participaram do encontro representantes da União de Famílias, da União Feminina, bem como candidatas da União de Mães. O encontro teve o formato de um laboratório e convidou à experimentação e à troca de ideias, a fim de retomar a missão a partir de suas origens, de forma renovada e em sintonia com os tempos atuais.
O “Laboratório” serviu de inspiração para esse encontro. Durante o evento, os participantes realizaram experimentos de forma ativa, levantando novas questões e buscando respostas para elas.

Ser apóstolos na vida diária
O primeiro impulso levou os participantes a refletirem sobre o início das comunidades da União, que tem sua origem num encontro realizado em Hörde, Alemanha. Os participantes se deparam com a dinâmica desse início: a responsabilidade pessoal dos jovens que se reuniram em Hörde, perto de Dortmund, movidos pelo desejo de se formarem como apóstolos leigos e de se colocarem à disposição da Igreja. Esse passo foi apresentado pelo casal Katarzyna e Łukasz Krzemińscy. Durante o trabalho individual, os participantes foram questionados sobre os anseios que os levaram a optar pela comunidade da União e quais anseios atualmente se escondem em seus corações.
Na segunda reflexão, apresentada pela Dra. Alicja Kostka, da União Feminina, foi abordada a imagem da elevação do estandarte da vida interior, com a qual o Pe. José Kentenich, em uma carta aos participantes em Hörde, esclareceu a essência da União Apostólica: por meio dos pilares da vida interior, nos tornarmos apóstolos. As características marcantes desses 20 anos — inovação, perspicácia e comunidade de liderança — estiveram em destaque.

Na terceira etapa, os participantes analisaram a fundação das demais Uniões na década de 1950: foram criadas a União de Famílias e a União de Mães. E a União Feminina foi refundada. A pergunta que surgiu aqui foi: por que as Uniões eram tão importantes para o fundador na Obra de Schoenstatt a ponto de ele querer que elas existissem — como comunidades mediadoras e centrais — e quais eram as esperanças que ele depositava nessa comunidade? A conversa subsequente, conduzida pelos participantes em pequenos grupos, levou a novos resultados e frutos desse encontro.
Entre as reflexões, que foram frutos de um “diálogo no Espírito”, surgiram respostas como:
- A vida espiritual / VIDA PELO ESPÍRITO provoca um verdadeiro renascimento da Igreja.
- Crescimento autônomo rumo à santidade. Não ser uma massa anônima, mas ter uma abordagem individualizada em relação ao ser humano.
- Ser um apoio institucional/estrutural para pessoas com valores semelhante dentro do Movimento.
- Uma comunidade permanente, unida por um ideal.
- A comunidade como garantia da estabilidade das relações interpessoais.
Uma vocação para muitos corações
Barbara Sidor, candidata da União de Mães, comentou sobre a missão das Uniões: “As Uniões são como um amortecedor, um filtro que possibilita a comunicação entre a hierarquia da Igreja e os leigos, o povo de Deus na base”.
O casal Barbara e Marek Jędrzejewscy comenta: “Percebemos novamente que nossa vocação na União consiste em que há pessoas que vivem no mundo e conhecem as realidades, sendo capazes de transformá-las com base em uma vida espiritual sólida, e não por meio de valores mundanos.”
O encontro foi um momento especial para a unidade entre os membros da União na Polônia e para renovar o compromisso com sua missão de apóstolos leigos a serviço da Igreja.


