A Família de Schoenstatt do Paraguai celebra os 100 anos das Irmãs de Maria

Alexandra González

No sábado, 5 de setembro, a Família de Schoenstatt do Paraguai se reuniu em Tupãrenda para celebrar e agradecer pelos 100 anos de fundação do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Sob o lema “Maria, luz da nossa esperança”, cerca de 400 pessoas, provenientes de diferentes ramos, grupos e dioceses do país, se reuniram para celebrar um século de história, dedicação e missão.

A celebração teve início às 16h com uma solene Eucaristia de Ação de Graças na Igreja Santa Maria da Trindade, presidida pelo Pe. Tommy Nin Mitchell e concelebrada pelos Padres Óscar Saldívar, Manu López Naón, Pablo Pizani, Javier Arteaga e Reginald Ibe, com a presença e o acompanhamento dos noviços.

Durante a celebração, estiveram presentes as Irmãs que atualmente vivem e trabalham no Paraguai: a Ir. M. Kathia Martínez, superiora das Irmãs no país; a Ir. M. Candelaria Sturla, a Ir. M. Georgina Noro, a Ir. María Beatriz Nery Huerta Santacruz e a Ir. M. Betiana Zmiak. Também acompanharam esse momento a Ir. Cecilia María Flecha Cosp, superiora das Irmãs de Maria da Província de Nazaré; a Ir. María Luz Afrontti, a Ir. María Victoria Herrera e a Ir. María Marta Luis O’Hara, a primeira vocação paraguaia das Irmãs de Maria.

A Eucaristia para celebrar um século de missão

A liturgia foi marcada por diversos símbolos que expressaram a história e a missão das Irmãs.

A luz colocada diante do altar representou a dedicação diária e silenciosa de tantas Irmãs. Um caderno com intenções relembrou a missão de acompanhar, interceder e levar a Deus as necessidades daqueles que lhes são confiados.

As flores brancas representavam as Irmãs de Maria do Paraguai, enquanto as flores coloridas evocavam todas aquelas que passaram por esta terra e deixaram nela o perfume de Schoenstatt. Juntamente com o pão e o vinho, foram oferecidos também a gratidão, a vida e o compromisso de continuar servindo com amor.

Em sua homilia, o Pe. Tommy convidou a contemplar esses 100 anos a partir da fé e da gratidão, reconhecendo a condução de Deus, a presença maternal de Maria e a entrega generosa de tantas Irmãs. O Jubileu, destacou ele, é também uma oportunidade para renovar a esperança e o compromisso de continuar construindo, junto com Maria, uma Igreja viva, missionária e servidora.

Na oração dos fiéis, a comunidade elevou especialmente suas preces pelas Irmãs que comemoram este jubileu, por todas aquelas que, ao longo de um século, dedicaram sua vida ao serviço de Schoenstatt e da Igreja, e por novas vocações para esta comunidade.

Uma vida feita de presenças

Um dos momentos centrais da celebração foi a reflexão compartilhada pela Ir. Cecilia María.

Ao contemplar a igreja lotada e a comunidade reunida, ela convidou a reconhecer que “a vida de cada um de nós é feita de presenças”: a presença de Deus, a daqueles que nos acompanham e também a daquelas pessoas que permanecem na memória do coração.

Por isso, ao celebrar esses 100 anos, ela convidou a relembrar o rosto concreto daquela Irmã que, em algum momento da vida, nos presenteou com sua luz, sua escuta ou sua oração. Nesses rostos, também se fez memória das pioneiras, de todas as Irmãs que as precederam e daquelas que hoje continuam a dedicar sua vida ao serviço cotidiano.

Porque, em essência, ser Irmã de Maria de Schoenstatt é “tornar-nos presença Dela, presença de Maria”, destacou a Ir. Cecilia María.

A Irmã também relembrou com gratidão o Pe. José Kentenich, que soube reconhecer em Maria a beleza e a dignidade da alma da mulher consagrada e deixou às Irmãs uma frase que continua ressoando após um século: “As senhoras são a minha promessa para o mundo”.

Um “sim” que permanece

A celebração continuou com uma peregrinação ao Santuário, onde as Irmãs viveram um momento mais íntimo de oração e renovação de sua consagração e compromisso com a Família de Schoenstatt.

Lá, elas confiaram especialmente as vocações, as Irmãs que trabalham no Paraguai e todas as pessoas e comunidades que lhes são confiadas.

Foi também uma forma de renovar aquele espírito de entrega das primeiras Irmãs, relembrado pela Ir. Cecilia María, com uma pergunta que continua a interpelar a missão de hoje: “Sangue jovem, a que te atreves?”

Diante dos desafios do presente, as Irmãs renovaram assim seu desejo de continuar sendo uma presença viva de Maria no mundo: oferecendo seus pés para peregrinar ao lado daqueles que lhes são confiados, suas mãos para construir uma cultura com rosto de família e seu coração para que ninguém viva à intempérie e todos possam encontrar abrigo e pertencimento.

Uma família que celebra e agradece

O dia culminou com um brinde em frente ao Salão Peregrino. A Ir. M. Kathia deu as boas-vindas a todos os presentes e Dom Claudio Giménez abençoou a refeição, dando início a um momento de encontro e celebração fraterna.

A tarde foi acompanhada por música e por um vídeo preparado especialmente para este Jubileu pela equipe organizadora, que reuniu depoimentos de pessoas de diferentes ramos e grupos do Movimento, cujas vidas foram significativamente acompanhadas pelas Irmãs.

Cada depoimento permitiu olhar novamente para esses 100 anos como uma história escrita em rostos, laços, encontros e vidas transformadas.

O encerramento foi marcado por um momento especialmente significativo: ao soprar as velas, o céu de Tupãrenda se iluminou com fogos de artifício, encerrando um dia marcado pela gratidão e pela celebração de uma história que continua transformando vidas.

Fundação Magnificat: acompanhar uma missão

No Paraguai, a Fundação Magnificat tem como principal objetivo acompanhar a missão das Irmãs de Maria de Schoenstatt, colaborando para que essa obra possa continuar crescendo e dando frutos.

No âmbito deste centenário, a Fundação Magnificat ficou encarregada da organização da celebração, contando com a colaboração de representantes dos diversos ramos e setores da Família de Schoenstatt no Paraguai. Assim, o evento foi também uma expressão concreta de uma missão que se constrói em conjunto e de uma comunidade que reconhece, agradece e celebra uma história que lhe pertence.

Cem anos após aquele primeiro “sim”, renovamos também nós o compromisso de acompanhar essa missão e de continuar construindo juntos aquilo que Deus, por meio de Maria, queira fazer surgir em nossa terra.

Rumo a um novo século

Celebrar 100 anos não significa apenas olhar para trás. É também reconhecer uma história que nos foi transmitida e nos perguntar o que somos chamados a construir a partir dela.

A história das Irmãs de Maria de Schoenstatt continua em cada vocação, em cada comunidade, em cada pessoa que se deixa acompanhar e em cada coração disposto a responder ao chamado de Deus.

Do Paraguai, a Família de Schoenstatt agradece por este século de presença, dedicação e missão, e confia o futuro nas mãos de Maria.

Pois, como expressou a Ir. Cecília María ao concluir suas palavras: “Entramos em um novo século, com a certeza de que nosso futuro tem um rosto, e esse rosto é Maria.”

Feliz centenário de história, dedicação, fidelidade e missão, Irmãs!

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