Em meio ao barro e à lama, a Mãe Peregrina é um sinal de esperança

Juliana Dorigo

No Brasil, algumas cidades do estado de Minas Gerais enfrentam situações de calamidade, devido às chuvas. Em torno de 60 pessoas faleceram por conta dos deslizamentos de terra e da força das enxurradas. Centenas de pessoas estão desabrigadas, algumas seguem desaparecidas em meio ao lamaçal.

Na cidade de Ubá, sete vidas foram perdidas e quatro pessoas seguem desaparecidas. Por onde a água passou, ficaram a lama, o silêncio pesado e o desafio de recomeçar. E é justamente nesse cenário de devastação que um detalhe tocou o coração de muitos.

A Mãe Peregrina encontrada na lama

Na casa de Aparecida Guiducci, uma missionária da Campanha da Mãe Peregrina, a enchente entrou com força. A lama cobriu o chão, tomou os cômodos, alcançou móveis e lembranças. Mas, entre marcas de perda e destruição, a imagem da Mãe Peregrina permaneceu intacta. De pé.

A presença da Mãe tornou-se sinal de esperança para um povo ferido. Quando tudo parece desmoronar, Ela, a Mãe, permanece em pé ao lado dos filhos. Quando as forças humanas se mostram limitadas, o amor materno recorda que não estamos sozinhos, mesmo em meio à dor.

Priscila Guiducci, filha de Aparecida, revive a madrugada que mudou suas vidas:

“Estamos vivendo dias muito difíceis, não só a nossa família, mas muitas famílias da cidade. A enchente foi de madrugada. Meus pais, já com 80 anos, estavam dormindo quando um rapaz que tinha um estabelecimento na rua começou a ver na internet que a água estava subindo. Ele lembrou da casa da minha mãe e foi acordá-los. A água já estava entrando. Eles poderiam ter perdido a vida, como aconteceu com outras pessoas. Para nós, foi Deus e Nossa Senhora mostrando que estavam ali.”

Foto: Prefeitura de Ubá/Divulgação

Quando a água baixou, a família voltou para ver o que restara.

“Não sobrou nada. Geladeira virada, camas e guarda-roupas no chão. Cena de filme de terror. Mas a imagem da Mãe Peregrina estava exatamente no lugar de sempre, em cima da mesinha. Não caiu, não foi levada, não sujou de barro. A gente não mexeu. Foi a primeira coisa que vimos quando entramos e fotografamos.”

Integrantes da Campanha da Mãe Peregrina a serviço

Segundo Valéria Azevedo Pacienza, coordenadora da Campanha da Mãe Peregrina na cidade, as paróquias da região já se mobilizam em uma grande corrente de solidariedade. Missionários, coordenadores e famílias da Campanha estão envolvidos, junto com as pastorais da Igreja, na preparação de refeições, arrecadação de doações e distribuição de mantimentos em abrigos, ruas e comércios atingidos.

“Eu vi a proteção de Mãe, cuidando dos seus filhos e mostrando que não estamos sós, que Ela intercede por nós. Um filho de Maria nunca perecerá. É isso que nos acalma, como acalmou o coração de João Luiz Pozzobon nas horas difíceis”, conta Valéria.

Unidos na Aliança

Nossa solidariedade abraça o povo da região de Minas Gerais. Que a Mãe Peregrina, que permaneceu intacta nessa casa, permaneça também firme no coração de cada família que hoje precisa reconstruir a própria história.

Unidos na Aliança, rezemos por todos, levando nossa solidariedade e espírito de Família aos que mais necessitam.

Fonte: maeperegrina.org.br

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