Santuários vivos em missão: Encontro nacional da Campanha da Mãe Peregrina na Argentina

Alicia Galiano / Sergio Cantero

Nessa última Semana Santa, vivemos uma experiência muito profunda como família da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt da Argentina. De diferentes pontos do país, nós, representantes e missionários de 22 províncias, nos reunimos em Villa Allende, em Córdoba, para nos encontrarmos, compartilharmos a vida e renovarmos juntos nossa missão. Além de cada palestra, oficina ou atividade, foi um encontro que deixou nosso coração cheio de amor por tudo o que foi compartilhado e por reafirmar que a Campanha continua sendo um caminho de santidade muito concreto para partir, com Maria, ao encontro dos demais.

Sexta-feira – De todos os pontos cardeais

O Convento de Santo Afonso, com sua imponente arquitetura, transformou-se em um espaço de encontro, repleto de vida e expectativa para os missionários da Campanha da Mãe Peregrina.

Beijos, abraços e sorrisos sinceros marcaram o início da jornada. Motivados pelas palavras de incentivo dos assessores nacionais, Pe. José María Iturrería, Ana e Gustavo Gerbasoni, percebemos que estávamos prestes a viver algo mais do que um simples encontro de representantes da Campanha.

Ao entardecer, chegou o primeiro presente: participamos da missa concelebrada pelo Pe. José María, pelo Pe. Vitor Possetti, vice-postulador da Causa de Beatificação do Venerável Diác. João Luiz Pozzobon — que veio de Santa Maria, no Brasil, para este encontro —, e o Pe. Paul Chidi, acompanhados pelo diácono permanente e missionário Juan Carlos Farías, de Ushuaia. Em seguida, vivemos a Via Sacra, iluminada por velas que, tremulantes nas mãos dos missionários, proporcionaram um momento de recolhimento sereno e oração profunda.

Sábado – João Pozzobon, dom para uma Igreja em saída

O silêncio tomou conta do ambiente quando o Pe. Vitor começou a desenvolver o lema que nos reunia: “João Pozzobon, dom para uma Igreja que sai ao encontro”. Ele apresentou João como um “pastoralista moderno”, pois sua vida é uma parábola da Igreja em saída. Os relatos de simplicidade, entrega e amor à nossa Mãe tocaram profundamente o coração dos presentes. Este testemunho nos lembra mais uma vez que o encontro com Nossa Senhora deve ser sempre uma ponte para Jesus e para o Pai, e que nossa missão consiste justamente em nos deixarmos usar como instrumentos para que Ela possa chegar a mais pessoas. Nesse caminho, também ressoou com força a ideia de que somos Santuários Vivos, chamados a transmitir proximidade, escuta, acolhimento e esperança em cada encontro.

O Pe. José María nos convidou a ser “missionários ao estilo do Sr. João, para uma Igreja que sai ao encontro” com estilo criativo e atentos aos sinais dos tempos; hoje, mais do que nunca, é necessária uma pastoral de proximidade, escuta e acompanhamento. Se os filhos não chegam até a Mãe, Ela sai ao seu encontro, mas não se trata apenas de levar a Imagem Peregrina, mas de irradiá-la com a vida!

À tarde, os momentos de trabalho em grupo permitiram a troca de experiências, mas foram também um verdadeiro encontro de vida e comunidade, onde cada história, cada realidade e cada testemunho foram enriquecendo o coração de todos. Foi muito valioso o espaço que permitiu conhecer como as modalidades são vividas nas diferentes províncias e aprofundar a importância de acompanhar os missionados não apenas pela oração, mas também pela presença concreta, pela escuta e pelos gestos simples que muitas vezes dizem tanto.

Em seguida, com cânticos de alegria, fé e esperança, peregrinamos ao Santuário de Villa Warcalde, para retribuir a visita a Ela, nossa Mãe. Foi um dos momentos mais marcantes. Com um emocionante Rosário em Adoração, entregamos nossa vida, missão e coração. Posteriormente, viver a Missa naquele lugar tão cheio de graça, em comunidade, foi uma experiência de grande recolhimento e alegria.

Domingo – Iniciamos a Semana Santa

A Missa de Ramos nos permitiu iniciar juntos este tempo tão significativo. Com os ramos de oliveira erguidos, saudamos o Senhor, acompanhamos a procissão até o altar, compartilhamos a Palavra e a Eucaristia e renovamos nosso compromisso missionário de viver a fé com alegria e dedicação.

Em seguida, participamos da palestra “Três grandes tesouros da Campanha”, ministrada por quatro referências muito valiosas e testemunhas daquele primeiro encontro com João: Ana de Echevarría, Mercedes de Bonorino e o casal Flavia e Emilio Bianchi. Cada um deles nos lembrou os elementos-chave desta Campanha: o Sr. João, como exemplo a seguir, a Peregrina, que leva seu amor e suas graças aonde quer que chegue, e o Terço rezado e vivido na Aliança, combustível da Campanha. Sabemos que, a cada conta do Rosário que oferecemos a Maria, nos aproximamos mais de Jesus; portanto, rezar o Rosário deve ser um anseio, não uma imposição: o importante é o amor que colocamos na sua oração e o esforço para vivê-lo.

Um dos momentos mais emocionantes foi também receber a Peregrina Jubilar, que guarda um pedaço de tecido que tocou o corpo do Sr. João, juntamente com um fragmento da imagem Peregrina Original, que ele carregava consigo. Com muita emoção e gratidão, recebemos a missão de transportar — como burrinhos — esta imagem que viajou desde o Santuário Tabor, berço da Campanha do Rosário em Santa Maria, Brasil, até cada um dos nossos Santuários na Argentina.

Após o almoço, o dia terminou com abraços, emoção e agradecimento. Voltamos com o coração transbordando!

Regressamos aos nossos locais de origem profundamente gratos, com o espírito renovado, motivados pela experiência vivida, pelo que compartilhamos, por tanto carinho recebido e com a certeza renovada de que Schoenstatt continua sendo isso: família, comunidade, missão e uma Igreja que sai ao encontro. Partimos motivados a continuar com mais força nossa missão, com o firme compromisso de transmitir em nossas comunidades que o missionário não deve apenas levar a Imagem, mas irradiá-la, transformar a missão em uma pastoral de proximidade, escuta e acompanhamento ao irmão, e ser multiplicadores para chegar a todos os lugares com Maria, seu Filho e seu coração.

Em tempos em que tantas vezes faltam proximidade, esperança e fé concreta, esses espaços nos lembram que a Mãe Maria continua agindo e que somos chamados a ser seus instrumentos, com simplicidade e disponibilidade, onde quer que Ela precise de nós.

Fonte: schoenstatt.org.ar

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