Vós sois a minha carta!

Um dos sinais da força transformadora do Espírito Santo, no primeiro Pentecostes, é que apesar dos diferentes idiomas, todos entendiam o anúncio sobre Jesus Cristo. Isso é o que os participantes do Congresso de Pentecostes 2022 também vivenciaram.

“O Congresso não foi em primeiro lugar uma boa ideia, mas, um processo de vida em que participamos todos juntos,” diz o Padre Walter Henrich, na homilia da Missa de Encerramento, no dia 12 de junho.

Um por todos, todos por um

Continua a explicar que esse processo de vida gerou “a atmosfera que se criou entre nós, na qual todos se somam.” Ele demonstra admiração pela responsabilidade criadora dos participantes: “Experimentamos um alto nível de participação das gerações e de diferentes países, um alto grau de responsabilidade conjunta. ‘Um por todos e todos por num’.”

Com Maria, Mãe da Igreja, à Trindade

O Congresso de Pentecostes, pela condução da Divina Providencia, inicia com Maria, Mãe da Igreja, e se conclui com a solenidade da Santíssima Trindade. Isso ajuda a entender o que se deu nesses dias de Cenáculo em Schoenstatt. A Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt uniu os quase 150 schoenstattianos, vindos de 30 países, com distintas realidades e culturas, e os conduziu a Deus Trino.

Por isso, chegam ao último dia como uma só Família, num espaço aberto para a diversidade e na força da confiança do grande dom que Deus entrega para a Igreja, no carisma do Pe. José Kentenich. Um dom que sempre se renova, na humildade para aprender com as falhas, nossas e de outros, e em ações missionárias concretas.

Anunciar o carisma com convicção e alegria

Para o Padre Lorenzo Lütjens, Portugal, “este congresso tem sido um autêntico espaço de cenáculo onde nos ouvimos mutuamente para perceber para onde somos impulsionados pelo Espírito Santo. Destaco a consciência renovada da importância do carisma do Pe. Kentenich para este tempo e o desejo de percebe-lo melhor para poder anunciá-lo com convicção e alegria.”

É isso que move os participantes do Congresso de Pentecostes a escrever “uma carta fraterna à Família Internacional de Schoenstatt”, nome dado ao documento conclusivo desses dias de Cenáculo, de 8 a 12 de junho de 2022.

“Vós sois a minha carta.”

Essas palavras de São Paulo abre o texto que pretende ser a linha diretriz para os próximos anos. Em breve publicaremos a tradução oficial em português dessa carta.

Nela os delegados da Família de Schoenstatt de muitos países colocam em palavras o que discerniram após, todos juntos, escutarem de coração aberto e analisarem em oração. Sim, em muita oração, que ressoavam em todos os momentos possíveis, de dia e de noite.

Escrevem: “Após um rico discernimento e troca de ideias, acreditamos que nossa Família Internacional de Schoenstatt é chamada a uma melhor compreensão do carisma profético e da pessoa do Padre Kentenich.” Continuam com a reflexão que como Família, precisamos estar enraizados neste carisma para torna-lo frutuoso na Igreja e no mundo.

Responder com confiança

Em oração no Cenáculo, meditando sobre os últimos acontecimentos da Igreja, do mundo, incluindo as situações geradas pelas publicações referentes ao nosso Fundador, convidam toda a Família de Schoenstatt a acolher o “chamado para renovar o carisma de Schoenstatt de forma didática, aberta e sinodal.”

Motivam para, todos juntos, sermos ousados e ao mesmo tempo pacientes, na busca de respostas, fundamentadas em nossas raízes cristãs e de Schoenstatt, aos sinais dos tempos. É assim que “podemos fazer uma experiência de confiança corajosa e criativa”, nesse tempo de mudanças.

Ir para o futuro, com esperança

A carta apresenta a vivência agraciada de ouvir a voz da juventude e seu apelo por uma sinodalidade com coragem de aceitar nossas fragilidades e num caminho de renovação e confiança.

Comenta sobre vivência de buscar descobrir juntos, mais profundamente, a riqueza de nosso carisma e afirma: “Com esperança e confiança, estamos dispostos a enfrentar todos os questionamentos relacionados ao Padre Kentenich e à originalidade de nosso Movimento.” O texto motiva para a Cultura da Aliança, que, como diz o Papa Francisco, “é uma Cultura de Encontro"

Ao discernir qual é a contribuição criativa que Deus deseja da Família de Schoenstatt ao chamado do Santo Padre para a sinodalidade, chega a resposta que é a Aliança de Amor. Pois ela conduz e fortalece os vínculos, leva a um contato vivo com Deus, o que nos leva a amar ao próximo e ao mundo.

O que ouvimos, vos anunciamos!

“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.” (I Jo 1,3) O Espírito Santo, que impulsionou o apóstolo João a transmitir o que viveu em seu encontro com Cristo, move todos nós a anunciar que experimentam a grandeza e a alegria de ser uma Família sinodal.

Enraizados no carisma do Pe. Kentenich, queremos irradiar a todos a esperança que preenche nossos corações e mentes. “Experimentamos a Aliança de Amor como um dom e como uma missão diante dos desafios de hoje na Igreja e no mundo.”

Uma carta escrita nos corações

A carta cita diversos desafios que a Família Internacional de Schoenstatt está disposta a aceitar e responder. Explica que “esta carta à nossa Família de Schoenstatt internacional é testemunho e encorajamento,” e conclui com o chamado que Paulo:

"Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens... escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, mas, em vossos corações." (2 Cor 3,2).

Um verdadeiro Pentecostes

Geni Maria Hoss, Dirigente Geral da União Feminina de Schoenstatt, diz que, realmente, “no congresso aconteceu um verdadeiro Pentecostes. Pensamentos e ideias diversas originais, expressos em idiomas distintos, deram conta da riqueza que Schoenstatt encerra. A unidade na raiz de Schoenstatt, a Aliança de Amor, e a diversidade nas diferentes expressões culturais e modos de acolher a mesma mensagem perpassaram estes dias de reflexão e troca de experiências.

Afirmar-se parte da Igreja, com uma missão original e resposta efetiva para as urgências da Igreja e sociedade hoje foi um dos principais pontos do congresso. O compromisso assumido e que consta na carta aberta à Família de Schoenstatt Internacional é o grande desafio para os próximos anos extensivo a todos. Vem, Espírito Santo!”

Fotos: PressOffice Schönstatt, Brehm


O carisma de Schoenstatt para este tempo

Cada dia se acentua mais a atmosfera de Família entre os congressistas e o anseio de seguir unidos para o futuro, na realização da graça da missão que supera todas as nossas dificuldades e desafios.

Nesse quarto dia do Congresso de Pentecostes Padre Felix Geyer é o moderador e chama a juventude para apresentar seus anseios para os próximos anos. Eles são em número bem representativo e tem aqui muitas ocasiões para trocas de ideias e experiências. Então, a pedido dos outros congressistas, elaboraram suas propostas. Eles não querem estar no centro e nem fora, mas, seguir juntos com toda a Família e ajudar na transformação da sociedade, na força do carisma que Deus deu ao Pe. Kentenich e todos abraçamos como dom e missão.

O impulso da manhã está a cargo do Padre Alexandre Awi Mello, Secretário do Discatério para os leigos, a família e a vida. Ele inicia literalmente comovido e expressa seu orgulho pela juventude de Schoenstatt, que acabou de falar. Diz que admira muito a maturidade dessa juventude e seu compromisso com a missão de Schoenstatt.

Em seguida, apresenta sua reflexão sobre o carisma de Schoenstatt para este tempo. Relembra algumas reflexões já feitas sobre a definição desse carisma. Na essência todos sabemos qual é e há muitas formas de defini-lo e na sua opinião, não precisamos nos deter numa única formulação.

Todos queremos “a partir da experiência central da Aliança de Amor com Maria, no Santuário, construímos um organismo de vinculações com Deus, o próximo, conosco mesmos e com o mundo, que busca formar um homem novo e uma nova sociedade”. Os meios para isso são a nossa pedagogia e espiritualidade.

Para o Padre Alexandre, as perguntas fundamentais que precisamos responder aqui são:

- Como podemos dar a nossa contribuição?

- Como ajudar, como Igreja, o mundo atual?

- Como contribuir naquilo que vemos como Igreja hoje?

Pede que fixemos a atenção ao fato de que queremos ajudar como Igreja e aprender na Igreja, pois “não existimos sem a Igreja. A base de tudo está no 'dilexit ecclesiam' bem entendido. Tudo o que somos e temos, tudo o que fazemos é porque somos Igreja, porque amamos nosso ser Igreja, porque amamos a Igreja."

Pe. Alexandre diz que os últimos acontecimentos em torno ao Pai e Fundador nos estão obrigando a um confronto muito sério com nossos limites. “Mas, não podemos nos deter na tentação de “complexo de inferioridade”, de nos apequenar diante dos desafios que vivem na Igreja e na sociedade, como se não tivéssemos mais nada a dizer, como se tivéssemos que pedir perdão por existir e pedir permissão para falar… Nós temos uma mensagem carismática e profética para o mundo de hoje. A Igreja como um todo, da qual fazemos parte essencialmente, necessita do carisma de Schoenstatt.” Com humildade, aprendemos muito na Igreja e também contribuímos. Então, ele apresenta as

Dez necessidades da Igreja e como Schoenstatt pode colaborar.

- Na Igreja em saída, com opção pelos pobres, contribuamos com nossa natureza apostólica

- Na Igreja que pede humildade, simplicidade e transparência, contribuamos com a filiadade e a paternidade.

- Na Igreja misericordiosa, colaboramos com nosso ser mariano.

- Na Igreja que busca a espiritualidade, contribuímos com nossa espiritualidade mariana patrocêntrica.

- Na Igreja que valoriza os leigos e a participação da mulher, ajudamos com nosso ser laical e a nova sociedade.

- Nos desafios no mundo do trabalho e no cuidado pela ecologia, participamos com a santidade da vida diária.

- Nos desafios dos jovens e famílias, ajudamos com a pastoral juvenil e familiar.

- Na Igreja do diálogo e a necessidade de discernimento e acompanhamento, caminhamos com a fé prática na Divina Providência.

- Na necessidade de valorização da cultura popular, participamos com nosso aspecto popular.

- Numa Igreja em sinodalidade, em comunhão com as instâncias eclesiais e a reforma eclesial, nos empenhamos para viver em confederatividade, buscando caminhar unidos, respeitando nossas diferenças, com diálogo e compreensão.

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Uma Família sob a luz divina

Seguido a esse impulso, em grupos, os schoenstattianos refletiram quais são as ideias chaves que consideram importante para darmos ênfase em nossa atuação juntos. Em cada intervalo há cantos melodiosos ao Espírito Santo, entoados por todos ou por determinados países. Desse modo, sente-se o atuar da graça e aos poucos os painéis do auditório vão sendo preenchidos de muitos bilhetes coloridos, nos quais já se percebe uma linha comum nos anseios.

Vale lembrar que há uma Equipe de reflexão que, nos intervalos e a à noite, se reúnem para ir delineando as propostas para a elaboração das diretrizes comuns que nos orientem internacionalmente em nossas ações.

A tarde, os participantes se reuniram como países, para, em base a tudo o que foi refletido até agora, apresentar ideias que representam respostas às suas realidades. Depois, tudo foi apresentado e cada um que desejasse podia também dar a sua opinião.

"Hoje aprofundamos ainda mais nosso carisma para este tempo. Estamos chegando ao final do Congresso e afunilando nossas ideias e percepções conjuntas. Nos colocamos a caminho, juntos como igreja e aprendendo na igreja a sermos fiéis aos nossos ideais pensados por Deus", resume Daniel e Elisandra Piccinin, da União de Famílias de Schoenstatt, no Brasil.

O dia termina com um passeio de barco em Família, num compartilhar da alegria e fortalecimento dos vínculos.

Fotos: PressOffice Schönstatt, Brehm


Videovortrag von Laura Ramirez, Costa Rica

Schoenstatt à escuta das vozes do tempo

Algumas correntes atuais são o foco das cinco oficinas do Congresso Internacional de Pentecostes da Família Internacional de Schoenstatt. A meta é colocar a mão no pulso do tempo e escutar o que Deus nos fala, a fim de que as linhas comuns, que darão a direção ao trabalho nos próximos anos, sejam uma resposta à graça divina atuante na história:

Poder e Participação

Professor Dr. Mariano Pasquale Barbato, Alemanha

Começa com o esclarecimento que não há como classificar o conceito de poder, pois sua definição é muito diversa. O Prof. Mariano descreve os tipos clássicos de governo legítimo e também conduz a atenção para a Igreja: "O governo da Igreja atual está sob muita pressão para ser carismático. Muitos acham que o Papa deve ser o "ator do povo", por assim dizer, ele deve ser carismático. Muitas mídias exigem uma estrela pop também quando se refere a bispos, os padres... Estes não são problemas exclusivos da Igreja, também ocorrem em outros governos e há muita influência de jogos de poder na atuação midiática.

Sobre a o exercício legítimo do poder, Prof. Mariano aponta para as diferenças entre as organizações do Estado e da Igreja: Embora a maioria dos Estados hoje afirmem que a legitimidade vem do povo, a posição da Igreja é: Deus é quem governa. Em ambos os casos, pode-se perguntar: É realmente assim? Nas democracias: Se "o povo" realmente governa, como teria que ser o processo eleitoral? E na Igreja: Deus realmente governa? Ou é a hierarquia? Então, ele detalha sobre o desafio entre uma Igreja hierárquica e uma sociedade democrática.

Ele apresenta um grande empolgamento pela sinodalidade, mas, apresenta também a diferença entre o que a Igreja com sede em Roma entende por processo sinodal e como isso é aplicado na Alemanha. Como cientista político, apresenta algumas reflexões críticas com quais cada um precisa se ocupar. Estes são apenas alguns dos aspectos da apresentação que abriu para uma discussão e troca de opiniões.

Ecologia e Mudança Ambiental Global

Pedro Weizenmann, Brasil/Roma

Pedro, que está encerrando seu tempo prático no Dicastério do Desenvolvimento Humano, no Vaticano, discorre sobre a ecologia e as mudanças ambientais globais. Ele apresenta como esse a Igreja tem se empenhado pelo cuidado da natureza, seguindo a orientação dada pelo Papa Francisco, pela Laudatio Si, e questiona: "Como nos educamos? Respondendo ao grito da terra, dos pobres, ao grito de necessidade... Assumindo um estilo de vida mais simples. Cultivando o organismo de avínculos em todos os níveis.

Educação/Conhecimento/Formação/Pedagogia

Laura Ramirez, Costa Rica

Por meio de um vídeo, a profissional da educação apesenta o tema e Dra. Gertrud Pollak, Alemanha,  com experiência de atuação na educação universitária, contribui presencialmente, para uma animada discussão sobre o tema. O conteúdo de uma carta, de um diretor de escola desconhecido, inspira os presentes: O diretor se dirige aos pais, antes das provas de seus filhos, e lhes indica que o valor de seus filhos não estão nas notas que eles conseguem nos exames e que há projetos que são muito mais importantes na vida. "Diga a seu filho que as suas notas não são o mais importante. Diga que o ama e não o julgue. O importante na vida não é que alguém seja perfeito em todas as áreas, mas que realmente tenha uma paixão por aquilo que se realiza".

Economia

Dr. Eduardo Jurado Béjar, Equador

O professor universitário, por meio de uma plataforma online, descreve o conjunto de fatores que promovem um desenvolvimento dramático: Um interesse político privado, um vácuo de liderança na esfera econômica, que não tem contribuído para o desenvolvimento em muitos países. Há a situação de uma geração jovem excluída do sistema, devido à falta de oportunidades educacionais e muito mais. "Chegamos ao ponto de virada", disse o professor. Ele reflete sobre o sentimento das vítimas do sistema, que se manifesta em fúria e agressão cada vez maiores e no crescimento das correntes populistas. Sua sugestão: "As dificuldades que enfrentamos exigem liderança orgânica e ação política em nível global para evitar conseqüências piores e melhorar as perspectivas econômicas". Ele atua como presidente da CIEES, uma associação de empresários e líderes de Schoenstatt, e apresenta: "O que importa: formar líderes para o serviço público, por meio da inspiração do Pe. Kentenich, a fim de responder os desafios políticos e econômicos".

Espiritualidade

Frei Luiz Carlos Susin, Brasil

O franciscano e professor universitário  Brasil, juntou-se a nós via zoom e falou sobre o desenvolvimento da espiritualidade, o surgimento de novos movimentos e espiritualidades. Refletiu sobre as mudanças e tendências de desenvolvimento no campo da espiritualidade: "Na sociedade individualizada, há um anseio por espiritualidade; ela fornece uma resposta à busca por segurança... Tudo traz crise: política, mercado, ecologia... as pessoas precisam de segurança.. Estamos diante de uma encruzilhada: a espiritualidade busca coisas novas e a procura lugares de encontro... A espiritualidade é frutuosa quando buscamos a unidade".

Fotos: PressOffice Schönstatt, Brehm

Fonte de informações para o texto


igreja

Uma Igreja em constante renovação

Schoenstatt à escuta: Terceiro dia do Congresso de Pentecostes
“A Igreja vive numa constante dinâmica de renovação”, assim Padre Walter Heinrich motiva a todos para os temas deste que dia, no qual a meta é ouvir o coração de Deus a pulsar em algumas realidades atuais.

Ser uma Igreja que escuta

Também a Obra de Schoenstatt se construiu e renovou-se sempre de novo, pela capacidade de escuta de nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich. Desde o começo, ele ouviu os congregados e foi se renovando com eles. “A Igreja vive em constante dinâmica de renovação,” uma Igreja fraterna que se move pelo Espírito que se manifesta na vida das pessoas. Nosso Pai e Fundador tinha essa mesma dinâmica, ele queria só o necessário de organização oficial e que as correntes de vida determinem a atmosfera.
Pe. Walter lembra-nos que Papa Francisco diz que a tarefa desafiante é ser uma Igreja que escuta, pois isso é mais do que ouvir. Escutar é aprender com os outros e todos temos que escutar o Espirito Santo. Isso significa sinodalidade.

Para entender a alguém tenho que captar a essência de seu pensar, captar também o que é afetivo, e isso é necessário para nossa cultura. Com essas palavras, ele conduz para Dr. Rodrigo Guerra Lopez, secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina. Clique aqui para assistir

Uma visão sobre a Igreja do futuro

Então, a Família de Schoenstatt escuta sobre a visão para uma Igreja do futuro. Rodrigo fundamenta que a história da Igreja é um processo constante de renovação. Sempre houve grupos tradicionalistas, empenhando-se por uma Igreja do futuro presa ao seu passado, “segundo a visão deles, uma Igreja mais fiel a tradição, que regressa as formas do passado”. Ao mesmo tempo há grupos mais inclinados ao iluminismo, que reduzem a Igreja a pensadores, como se o cristianismo coubesse em nossa cabeça humana. O maior perigo não são essas correntes. A verdade é que somos uma Igreja que olha para a realidade e prossegue com esperança.
Para o conferencista, o principal problema da Igreja de nosso tempo é a redução ética do carisma. “Não podemos reduzir a ressurreição de Jesus a uma ideia, pois se trata da encarnação de Deus, trata-se de uma pessoa”. Somos cristãos pelo encontro com a pessoa de Jesus, a partir disso se inicia uma nova vida. “Não é necessário ser um radiante tradicionalista ou modernista, mas, é necessário o encontro pessoal com Jesus, para ajudar a Igreja a viver o exemplo de Jesus.”

O Documento Lumen Gentiun mostra-nos que o mistério da encarnação se renova em nosso batismo: Somos filhos no Filho, portanto toda a nossa história de vida, nossa dor e sofrimento, está inserida na vida da Trindade. Jesus nos faz sacramentos vivos. Por isso, só podemos viver em comunhão em sinodalidade.

A essência da Igreja é estar sempre em reforma

É importante escutar com humildade, “descobrir que somos pessoas de pensamentos incompletos” (Papa Francisco) e estar em constante conversão, pois, a única força que realmente reforma a Igreja é a transformação dos corações.

Rodrigo reflete ainda sobre a missão do leigo na transformação do mundo, tendo um pé firme nos sacramentos e outro pé firme na atualidade do mundo. Apresenta também que o carisma nos é dado como dom a serviço da Igreja e, como graça, transcende todo aquele que o recebe.

O importante não é estar no Movimento, mas, estar em movimento ao encontro do outro, estar em comunhão, e incluir a todos. O carisma amadurece com a purificação pela Igreja.

Ele destaca ainda que todo Fundador é parte da Igreja, por isso, é preciso cuidar para não o sacralizar, mas, viver sempre na dinâmica da busca de encontrar-se com Deus na sacralidade do outro e ajudar outros a encontrá-lo.

Clique aqui para ver a segunda parte de sua conferência

Vozes do tempo

Na parte da tarde, os participantes puderam escutar um sinal do tempo atual, escolhendo uma das oficinas com os seguintes temas: Poder e participação, Dr. Mariano Pasquale Barbato, Alemanha; Economia, Eduardo Jurado, Equador, Educação, Laura Ramírez, Costa Rica, Espiritualidade, Frei Luiz Carlos Susin, Brasil, e Ecologia, Pedro Weizenmann, Brasil.

Então, em pequenos grupos, sintetizaram o que ressoa de tudo o que foi escutado. Entre outros, estavam as expressões: Compromisso, Dores são missão, O grito da terra e dos pobres, Schoenstatt a serviço, Educação e vínculos, Unidade, Renovar a partir de Kentenich.

Impressões desse dia

Foi um dia com muitas informações sobre diversos âmbitos e realidades do mundo da igreja, da sociedade, de lugares onde estamos, leigos e consagrados. Nas diversas mensagens sobre a Igreja do futuro e o papel dos Movimentos, fui encontrando, ao longo da exposição a mensagem sempre nova de Schoenstatt, como indicadora de caminhos ou como luzes que iluminam essas diversas realidades. Neste momento, estamos num processo de discernimento sobre o plano divino para Schoenstatt e queremos ver o perfil de Schoenstatt em saída para este tempo.
Ir. M. Diná Batista de Souza, Brasil

A impressão com que eu estou a ficar nestes três dias que levamos de congresso é que estamos a entrar numa nova era da nossa Família, mais conscientes da importância dos vínculos a todos os níveis, com uma estrela que nós pode guiar na nossa conversão pessoal e na contribuição que podemos dar na renovação continua da Igreja.

Paulo Galvão, Liga dos Homens, Portugal

Fotos: PressOffice Schönstatt, Brehm


carisma

A verdade e o preço de um carisma

Na parte da manhã, do dia 9 de junho, no Congresso de Pentecostes, o destaque é para a “Causa Kentenich”.

A Sra. Gertrud Pollak, superiora geral do Instituto Nossa Senhoras de Schoenstatt, que assim introduz o tema: “Vamos acolher as exposições de coração aberto, pois, não se trata de informações sobre um tema, mas, se trata de informações sobre uma pessoa.”

Lidar abertamente com nossa história

Ir. M. Veronika Riechel, da Comissão de Mídias, faz uma síntese do ocorrido desde a publicação em 2 de julho de 2020 e destaca a atuação da Divina Providência: As acusações surgiram logo em seguida da coroação da MTA como Rainha da Missão, em 31 de maio de 2020, no Chile, e do lançamento do site oficial do Movimento.

A Irmã diz que “a credibilidade do Fundador e o vínculo a ele  se fundem na Família. Tratando-se de credibilidade, a palavra-chave é ‘pesquisa’.” Ela esclarece o trabalho dessa comissão para que chegue-se à verdade sobre os temas levantados. Alguns desses textos estão publicados no site Schoenstatt.com e há também uma série de publicações impressas como propostas para estudos. “Uma contribuição para lidarmos abertamente com nossa história,” finaliza Ir. M. Veronica.

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Pe. Eduardo Aguirre, postulador da causa de beatificação, em vídeo, esclarece como continua com a causa de beatificação não foi fechada, mas, pausada para que se esclareça as questões levantadas.

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O Fundador era movido pelo fogo de seu carisma

Prof. Dr. Hubertus Brantzen

Dr. Hubertus Brantzen, membro da Equipe de Pesquisa Histórica sobre a Causa Kentenich, explica que é uma honra para a Família de Schoenstatt apresentar a verdade sobre nosso Fundador. Ele percorre na linha do tempo as situações tensas, já existentes durante a vida do Fundador. Sempre houve, ao lado do imenso número de seguidores, também pessoas influentes em diversos âmbitos que fizeram críticas negativas ao seu modo de ser, pensar e agir. Mas, o fundador era movido pelo fogo do carisma que ardia em seu interior. Schoenstatt só é possível em unidade com o Fundador. Temos que estar conscientes que “a tradição não é o culto às cinzas, mas, é a transmissão da chama… Ao traçarmos o objetivo de nossos trabalhos para os próximos anos, observemos a história e definamos o significado do conteúdo da chama e daquele que a transmitiu para nós,” finaliza.

Nossa vida testemunhe o seu carisma

Sr. M. Elizabet

Ir. M. Elizabeth Parodi, também da Equipe de Pesquisas, mostra que olhando para a variedade de tensões que havia em torno do Pe. Kentenich e a Obra de Schoenstatt, compreendemos que “o exílio era quase ‘inevitável’:

- Schoenstatt é um Movimento que surge no seio de uma comunidade que já existia (palotinos) com um novo carisma (complementar, mas diferente e novo).

- Além disso, Schoenstatt nasce numa Igreja que estava a caminho para uma mudança de paradigma, em sua auto compreensão (a Igreja XX antes do Concilio Vaticano II), isto é, a Igreja em si mesma estava vivendo um processo tenso.

- Por outro lado, Schoenstatt vive da visão de uma Igreja do amanhã, que o Pe. Kentenich chamava de ‘nova margem’. Ele analisa a realidade a partir dessa nova perspectiva, mas, ele falava para uma Igreja ancorada no velho paradigma, na ‘margem antiga.'”

Confrontamo-nos com um Padre Kentenich que não conhecíamos e nos perguntamos quem realmente é ele e seu carisma nos questiona. Pe. Kentenich se empenha para que a sociedade se restaure a partir do organismo dos vínculos, que os naturais e sobrenaturais se desenvolvam em um novo modo de ser cristão. Ele não foi compreendido, lamentavelmente a visitação não se ocupou com o cerne de seu carisma e não captou o núcleo do organismo das vinculações.

“Cuidemos que o mesmo não ocorra conosco hoje, que fiquemos nas manifestações e não aprofundemos o que realmente significa a relação entre os vínculos naturais e espirituais. Precisamos ocupar-nos em gerar atmosferas nas quais esses vínculos se conduzam um ao outro, que Deus tenha um rosto, por meio de vínculo a pessoas concretas. Padre Kentenich não deu conselhos sobre isso, mas, em sua própria pessoa gerou possibilidades para essa experiência de unidade com o vínculo natural e sobrenatural, continua a Irmã e finaliza: Não podemos nos deter a aclarar as acusações e seguir a vida como se seu carisma fosse uma devoção mariana ou projetos missionários interessantes. Mas, continuemos a levar realmente a profecia que está presente em seu carisma. Está em nossas mãos fazer com que nossa vida testemunhe o seu carisma e sua pedagogia dos vínculos.

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Vinculação: A capacidade madura de amar

“Não há motivo algum para duvidar da integridade do Pe. Kentenich e nem motivo para esconder algo. Uma figura como o Pe. Kentenich vai sempre suscitar sempre tensão.” Assim Pe. Walter Heinrich começa suas palavras de conclusão dessa manhã. E continua: “A partir de nós, o carisma do Pe. Kentenich  tem que ser visível e comprovável na vida diária.” Ele apresenta sua admiração pelo atuar da Divina Providência que sempre nos surpreende, no decorrer do aprofundamento dos estudos sobre o modo de pensar e agir do Fundador. Muitos dos que, atualmente, se ocupam com o estudo mais aprofundado sobre ele, se manifestam admirados, pois ele é ainda maior do que foi pensado até agora.

“Temos que analisar o seu carisma em toda a sua amplitude, para que ele seja muito mais compreendido… Se durante o exílio destacou-se a filialidade em nossa Família de Schoenstatt, nessa nova etapa, destacamo-nos como Família muito mais criadora. Depende de nós, de nosso estar em diálogo com outros, para que muitas pessoas compreendam melhor o Pe. Kentenich,” diz o Pe. Walter.  Trata da essência de Schoenstatt, de seu carisma. Temos que destacar mais a profundidade de Schoenstatt e partilhar mais a nossa experiência, para estarmos na altura do tempo atual.

“No núcleo, se trata da vinculação orgânica, de uma capacidade madura de amar. Essa é a personalidade livre que queremos formar: O amor vincula com liberdade e essa vinculação pessoal nos faz fazer a experiência de um Deus vivo.”

Uma jornada intensa e uma oportunidade

A manhã “foi uma jornada intensa. As acusações contra o Pe. Kentenich, ainda que nos doam, nos desafiam a responder com uma maior sanidade de vida e a fidelidade ao carisma. Confiamos e esperamos que as dúvidas logo sejam esclarecidas e a verdade triunfe.” Assim Pe. Rolando Montes de Oca, da União dos Sacerdotes de Schoenstatt, em Cuba.

“Para nós ficou muito forte de que se trata de uma oportunidade de tomar em nossas mãos,  como filhos do Pe. Kentenich, o processo de conhecimento e aprofundamento de sua pessoa, bem como do carisma de Schoenstatt,  seu mistério,  sua proposta para a Igreja dos novos tempos, além de termos toda transparência e abertura para tratar das questões,  tensões e dúvidas que surgem.  Assim poderemos chegar a entender o alcance do conselho do Papa João Paulo II: ‘Canonizai-o vós mesmos,’" completa o casal Marcos e Cassiane Weizemmann, da Liga de Famílias, no Brasil.

A tarde, apresentou-se uma síntese dos workshops realizados na Europa e na América, no início desse ano, no qual se pode conhecer muitos projetos referente a aplicação do carisma e da pedagogia do Pe. Kentenich nas várias realidades atuais. Referindo-se a isso, o casal continua: “Como resposta ao que Deus espera de nós, pudemos ver os resultados de oficinas realizadas previamente na Europa e no continente americano sobre sinodalidade, sobre a presença de Schoenstatt na sociedade,  economia e política, sobre nossa influência pedagógica na sociedade e sobre os cursos intensivos usando a pedagogia de nosso Pai Fundador. O Espírito Santo está falando e inspirando os congressistas. Rezamos para que o Espírito continue sendo derramado para o que somos chamados a construir nestes dias!”

Informações sobre os workshops, no site do Congresso. Na barra do menu, clicar em "talleres".

Aprofundar e encarnar o carisma

O dia termina com os congressistas reunidos em oração, na Igreja da Adoração, iluminados pelo fogo do Espírito que suscita a nossa participação no carisma do Pe. Kentenich. O que arde e ilumina a vida de uma geração é transmitida para outra. Dessa forma, realizamos o conselho do Papa Francisco aos Movimentos, em setembro de 2021: Que nos ocupemos para “Aprofundar cada vez mais também o carisma a que pertencemos, refletindo sempre em conjunto para o encarnar nas novas situações em que vivemos.” [1]

carisma
1. https://www.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2021/september/documents/20210916-associazioni-fedeli.html

Fotos: PressOffice Schönstatt, Brehm


Pentecostes

Pentecostes: Uma Família em diálogo!

Vindos de 29 diferentes países e culturas, cerca de 180 irmãos na Aliança de Amor se encontram pessoalmente, pela primeira vez. Os rostos e os idiomas são diferentes, mas, o que os move e os une sintetiza-se numa só palavra: Schoenstatt!

Santidade, vínculo e missão

O primeiro encontro oficial é junto da Mãe, no Santuário Original. A Eucaristia presidida pelo Pe. Joan Pablo Catoggio, superior geral dos Padres de Schoenstatt, que está à frente da Presidência Geral de Schoenstatt (PG). “Pentecostes é um acontecimento permanente”, disse em sua homilia. “O Espírito Santo sempre de novo renova a Igreja”. Ele aponta três pontos que, desde 2014, nos mantêm unidos: “Santidade, Vínculo e Missão. A vinculação como caminho de santidade e fonte de missão.” Ele apontou algumas crises de nosso tempo, como guerras e pandemia, que “são desafios e um chamado de Deus para nós... mostram a atualidade e a urgência de nosso carisma, de nossa contribuição para a Igreja e o mundo atual.”

famíliaAssegura que nas tensões e questionamentos em torno a pessoa de nosso Fundador, Pe. José Kentenich, “a verdade se manifestará” e, além do empenho das Equipes de pesquisas científicas, devemos estar conscientes de que, assim como em Pentecostes, não foram os especialistas que demonstraram cientificamente a ressurreição de Jesus, mas, o testemunho de pessoas simples, porém convictas e convincentes que, plenas do Espírito de Deus, deram o seu testemunho, por meio de “suas vidas santas (santidade), pela comunhão fraterna (vínculos) e pelo compromisso apostólico missionário (missão). Este é o caminho que devemos seguir... não se trata, em primeiro lugar da canonização do Pe. Kentenich, mas, se trata de ajudar a santificar este mundo... se vivemos santamente, ajudamos a transformar, humanizar e santificar este mundo, que tanto necessita de Deus.”

A Casa Pe. Kentenich, no Monte Schoenstatt, é o Cenáculo para as reflexões e decisões. Num ambiente de muita alegria, o casal apresentador, Richard e Ingeborg Sickinger, da Obra de Famílias, na Áustria, acolhe a todos e apresenta as Equipes de coordenação e de serviços no evento. Pe. Walter Heinrich e Ir. M. Cacilda Becker dão um relance sobre as alegrias e desafios de iniciar a Coordenação Internacional (CI), cujo trabalho depende 100% de voluntários. A CI representa o Movimento na PG, atua em contato com os Assessores do Movimento nos países e acompanham o surgimento de Schoenstatt em novas nações. Pe. José Luiz Correa e Ir. Maria Auxiliadora Bohórquez partilham as experiências vividas na Coordenação Continental do Movimento, no Continente Americano. Para eles, estar em diálogo com os Assessores e leigos dos diversos países, na organização de eventos internacionais e com a CI “é muito precioso e uma experiência de sinodalidade em nosso continente,” dizem.

Chega a hora de ouvir um ao outro

Os participantes se reuniram em grupo, para responder duas perguntas: O que trago em mente? De que me ocupo atualmente? Quais são as minhas expectativas em relação a esse congresso? Algumas palavras de destaque: unidade e complementariedade, esperança e fidelidade, atualização e instrumento.

O significado do Congresso é o tema do Pe. Walter Heinrich. Ele convida à sinodalidade, à reflexão sobre a originalidade de cada local, a aplicação do carisma de Schoenstatt nas realidades locais:  “O Congresso é principalmente uma plataforma de informação, comunicação e familiarização dentro do Movimento.” Ele indica também que “outra tarefa é considerar juntos o atuar da Divina Providência, buscar sinais de Deus, as portas abertas pelas quais Deus está nos guiando” e finaliza com o desejo que o memorando seja a resposta desse processo realizado todos juntos.

Um trabalho que fazemos todos juntos

Pe. Felix Geyer e Ir. Maria Auxiliadora explicam sobre o processo para a elaboração do Memorando, que iniciou com uma pesquisa em todos os países, continuou com os pequenos Congressos de Pentecostes, em cada país, e os workshops continentais. Os temas, apresentados por especialistas, nos mostrarão os sinais dos tempos na Igreja, na sociedade, na economia, no cuidado pelo planeta, na espiritualidade, na educação. Cabe a nós trabalharmos tudo isso sob a perspectiva de Schoenstatt, para definir objetivos e caminhos para os próximos anos.

Então, abriu-se um diálogo e decidiu-se juntos pela formação de uma equipe de reflexão para a elaboração do memorando, uma síntese do resultado desse processo.

O dia termina com a reflexão sobre a simbologia da janela de pentecostes, na Capela do Fundador, e o processe de vida que sua conquista desencadeou na Família de Schoenstatt em toda a Alemanha. Então, todos os presentes se dirigem à Capela onde se encontra a tumba do Fundador e, num momento da oração, suplicam a sua bênção.

pentecostes

 Impressões pessoais desse primeiro dia

“A presença de schoenstattianos do mundo inteiro reunidos, num mesmo espírito, é como um vento fresco que sopra. A gente tem a experiência da internacionalidade quando, a todo momento, ouve outro idioma, vê bandeiras de outros países, cumprimenta gente que há tempo atrás encontrou na sua pátria ou em outro lugar do mundo.

A minha sensação é que está iniciando algo único, um processo aberto, uma busca comum, em uma palavra, um Pentecostes no hoje. Estou realmente esperançoso por um resultado que indique caminhos e anime passos a dar. Paira no ar uma situação mundial - com a pandemia, com a guerra, com as crises da igreja, com a falta de alguns que não puderam vir por causa de crises - e essa situação é nosso desafio. Enfim, começamos bem, agora seguimos passo a passo neste mesmo espírito.  Que o Deus que nos reuniu nos conduza.”

Pe. Antonio Bracht, Alemanha

“Sentimos o carisma da família e o apelo a ouvir as vozes do tempo e de Deus, reafirmando o nosso carisma. É com muita alegria que vimos ao congresso. Hoje, foi o dia de tomar consciência de que somos a Carta de Referência do nosso Pai Fundador.”

Bruno e Ana Pires de Zêzere, Liga de Familias, Lisboa, Portugal.

“São dias de verdadeiro Pentecostes, em que podemos conversar com pessoas de todo mundo e perceber que a Aliança de Amor nos faz todos irmãos. Por isso, todos nós reconhecemos como uma grande família que volta se encontrar depois de anos sem se ver. Para mim, estar em Schoenstatt neste momento é estar de corpo inteiro onde o meu coração já mora há alguns anos. São dias de graças e estou rezando por todo Schoenstatt Brasil que trago comigo”

Suellen Figueiredo, Juventude Feminina, Recife, Brasil

Clique para ler a homilia na integra (espanhol)

Um flash em vídeo: